Tentando olhar com carinho e cuidado para as dores e delícias da Cáritas Diocesana de Crateús (CDC) ser o que ela é, foi realizado o Planejamento, Monitoramento, Acompanhamento e Sistematização (PMAS) da entidade nos últimos dias 28 e 29 deste mês. A primeira etapa foi realizada na sede da CDC, em Crateús, no primeiro dia. Nas primeiras horas da manhã foram realizados momentos de reflexão sobre o olhar que os agentes Cáritas devem ter para a outra/o e para si próprio/a. Depois, até a noite, houve espaço para monitorar o planejamento e as ações.

“Eu sei que quem é agente Cáritas gasta muitas energias cuidando dos outros e das outras, cuida da terra, da água, da natureza como um todo, mas muitas vezes esquecem de cuidar de si mesmos”, refletiu Cristiane Schvaab, irmã da Fraternidade Esperança, facilitadora do momento “Cuidado do/a cuidador/a”. Ela propôs uma dinâmica na qual cada uma e cada um puderam cuidar dos outros como se sentissem à vontade e em seguida também eram cuidados. Para algumas foi mais difícil cuidar, para outros ser cuidado; mas todas/os mais leves e cheios de mais um pouco da essência do bem viver continuaram os trabalhos.

A CDC desenvolve as atividades a partir de três prioridades: 01 – Formação e organização comunitária, defesa e conquistas de direitos básicos, controle social das políticas públicas, articulações e mobilizações sociais; 02 – Incentivo à produção agroecológica, comercialização justa e solidária, educação contextualizada, implementações de alternativas de convivência com o semiárido, educação ambiental (resíduos sólidos); 03 – Fortalecimento da Rede Cáritas, articulação com as Pastorais Sociais, com as CEBs e com o Conjunto da Igreja.

Planejamento, Monitoramento, Acompanhamento e Sistematização (PMAS) da Cáritas Diocesana de Crateús

As ações referentes a cada uma dessas prioridades foi revista, avaliada, para ajustar os passos da ciranda, onde se foi permitido criticar, elogiar, sempre, para não deixar a festa acabar. “Nós já reunimos todas as segundas-feiras para planejar a semana, mas sempre que vivemos momentos mais intensos como esses a gente sente a necessidade de fazer mais vezes”, avaliou Erbênia Sousa, coordenadora da Cáritas de Crateús.

No segundo dia, a família CDC se retirou na serra da Matriz, em Ipueiras, para viver a experiência do cuidado durante lazer. “Nós temos no Semiárido, onde trabalhamos, uma diversidade de cores, sabores e cenários que a gente precisa também usufruir. Ter momentos assim só reforça a ideia de que não somos apenas um grupo de trabalho ou um grupo de voluntárias/os, e sim uma família que vive num ótimo lugar”, concluiu Adriano Leitão, agente Cáritas.

 

SOBRE A CDC

Apenas nos últimos dois anos a Cáritas Diocesana de Crateús realizou ações que beneficiaram direta e indiretamente 55.411 pessoas, entre crianças, jovens, homens, mulheres e pessoas idosas. Foram ações que ajudam a democratizar o acesso à tecnologias para convivência com o Semiárido, além da educação contextualizada, o auxílio à pessoas com deficiência, os Planos de Desenvolvimento Local Sustentável (PDLS), as formações para lideranças de áreas urbanas, e muitas outras.

Atualmente a CDC tem 19 pessoas contratadas, a maioria jovens, e vem fazendo esforços para organizar voluntárias e voluntários em todas as 20 cidades do território dos Inhamúns-Crateús onde desenvolve trabalhos. São seis municípios além dos 14 que compreendem a área diocesana.

 

Por Eraldo Paulino, comunicador popular da Cáritas Diocesana de Crateús

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